A PRÁTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES ASSOCIADA AOS PROCEDIMENTOS INVASIVOS - Variados
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O problema da infecção hospitalar (IH) agrava a situação já precária dos hospitais brasileiros. O
Hospital Getúlio Vargas (HGV), maior do Piauí, registra altos índices de IH. Zanon (1987) diz que os
procedimentos invasivos aumentam os índices de infecções hospitalares quando não atendem às
técnicas recomendadas para sua realização. Este estudo teve o objetivo de caracterizar, de
maneira geral, a prática dos profissionais de Enfermagem das Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s)
do HGV, na prevenção e controle das IH associadas aos procedimentos invasivos. Tem-se um estudo
quantitativo-descritivo, que teve como amostra os procedimentos invasivos (aspiração traqueal,
aspiração endotraqueal, punção venosa periférica, sondagem nasogástrica, sondagem vesical)
realizados por 30% dos profissionais de Enfermagem do local pesquisado. Coletou-se os dados
através de formulário semi-estruturado sobre a realização dos procedimentos invasivos e
observações sistematizadas sobre o cotidiano da assistência de Enfermagem no local pesquisado.
Como resultados percebeu-se que os profissionais de Enfermagem são preocupados com os riscos
de o paciente adquirir IH, a assistência de Enfermagem é organizada, bem estruturada, com
rotinas bem definidas. Contudo, em sua prática, ferem muitos princípios de prevenção e controle
das IH, expondo o paciente a elas. As principais falhas dizem respeito à lavagem das mãos e uso de
luvas, ou feitos inadequadamente ou não feitos. Assim, os altos índices de IH refletem a
necessidade de uma atenção diferenciada para essa problemática, principalmente em relação ao
aspecto técnico da realização dos procedimentos invasivos específicos da equipe de Enfermagem.
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