FIGURAS DE LINGUAGEM - Vestibular

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FIGURAS DE LINGUAGEM

 

 

A – Aliteração                      A - Antítese                      C- Catacrese

 

A - Anacoluto                      A - Apóstrofe                    C- Comparação

 

A - Anáfora                         E - Eufemismo                   O- Onomatopéia

 

A - Assíndeto                      G - Gradação                     M- Metáfora

 

A - Assonância                    H - Hipérbole                     M- Metonímia

 

E - Elipse                            I - Inversão                       S- Símbolo

 

I - Inversão                         P – Prosopopéia                S- Sinestesia

 

P - Pleonasmo

 

P - Polissíndeto

 

S - Silepse

 

Z - Zeugma

 

 

Figuras de construção

 

 

Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra. 

 

                    Exemplo:

 

            "Toda gente homenageia Januária na janela."

 

                                        (Chico Buarque)

 

 

Anacoluto: termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia-se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.

 

Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns anos sem importância (sujeito sem predicado) / Quem ama o feio, bonito lhe parece (alteraram-se as relações entre termos da oração)

 

 

Anáfora: Consiste na repetição de uma mesma palavra no início dos versos ou frases.

 

                Exemplo: Olha a voz que me resta

 

                                 Olha a veia que me salta

 

                                 Olha a gota que falta.

 

 

Assíndeto: A: Ausência / Sindeto: Conjunção. É a ausência de conjunções coordenativas na ligação dos elementos da frase ou do período.

 

                  EX: Espero sejas feliz

 

 

Assonância: é a repetição das vogais na frase.

 

Exemplo:

 

            "Sou Ana, da cama

 

            da cana, fulana, bacana

 

            Sou Ana de Amsterdam."

 

                                        (Chico Buarque)

 

 

Elipse: é a omissão de um termo que pode ser facilmente identificado pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase..

 

Ex: jantei sozinho. E quando voltei a casa, fui direto ao atelier, destapei o retrato, lancei uma pincelada ao acaso, tornei a cobrir a tela.

 

 

Inversão: consiste na mudança da ordem normal dos termos da frase. Os dois primeiros versos do Hino Nacional são um bom exemplo de inversão:

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heróico o brado retumbante”

 

Seria: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.

 

 

Pleonasmo: repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a idéia.

 

Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe devo (OI pleonástico)

 

Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre da ignorância, perdendo o caráter enfático (hemorragia de sangue, descer para baixo)

 

 

Polissíndeto: consiste na repetição de conjunções coordenativas, no caso o E.

 

Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. "E sob as ondas ritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sob as pontes e sob o sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de Andrade)

 

 

Silepse: é a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita. Existem três tipos:

 

a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São Paulo). V. Sª é lisonjeiro
b) de número (sing x pl): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da
Cunha). O casal não veio, estavam ocupados.
c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pess - os brasileiros, mas quem fala ou escreve também participa do processo verbal)

 

 

Zeugma: omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas or. comparativas.

 

Ex: Alguns estudam, outros não, por: alguns estudam, outros não estudam. / "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) - omissão de era.

 

 

Figuras de Pensamento

 

 

Antítese: aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido.

 

Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios" (Vinicius de Moraes)

 

Obs.: Paradoxo - idéias contraditórias num só pensamento, proposição de Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)

 

 

Apóstrofe:  é a exclamação que interrompe o fluxo poético ou narrativo dirigido a uma pessoa ou uma coisa fora do contexto.

 

Ex: Ó mar! Porque não apagar do teu manto este borrão.

 

      Ó vida!

 

 

Eufemismo: consiste em "suavizar" alguma idéia desagradável

 

Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exames. (foi reprovado)

 

Obs.: Rocha Lima propõe uma variação chamada litote - afirma-se algo pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica.

 

 

Gradação: apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)

 

Ex: Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça...

 

 

Hipérbole: exagero de uma idéia com finalidade expressiva

 

Ex: Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos (gosta muito dos filhos)

 

 

Ironia: utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor irônico.

 

Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.

 

 

Prosopopéia ou Personificação: é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.

 

Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel ..." (Jõao Bosco / Aldir Blanc)

 

Obs.: Para Rocha Lima, é uma modalidade de metáfora.

 

 

Figuras de Palavras

 

 

Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito estilístico."

 

                                        (Othon M. Garcia)

 

 

São exemplos de catacrese:

 

folhas de livro             pele de tomate

 

dente de alho             montar em burro

 

céu da boca               cabeça de prego

 

mão de direção          ventre da terra

 

            asa da xícara             sacar dinheiro no banco

 

 

Comparação / Símele: associamos dois elementos que possuem algum tipo de semelhança. Essa associação é feita por meio de palavras: Como, Tal, Qual.

 

Ex: Ele é forte como touro.

 

 

Onomatopéia: é a imitação de sons: Blin, Blon (canpainha)

 

 

Matáfora: emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um tipo de comparação implícita, sem termo comparativo.

 

Ex: Meu pensamento é um rio subterrâneo.

 

 

Metonímia / sinédoque: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos:

 


o continente pelo conteúdo e vice-versa:

 

            Antes de sair, tomamos um cálice1 de licor.

 

            1 O conteúdo de um cálice.

 

 

 

            a causa pelo efeito e vice-versa:

 

            "E assim o operário ia

 

            Com suor e com cimento 2

 

            Erguendo uma casa aqui

 

            Adiante um apartamento."

 

                                        (Vinicius de Moraes)

 

            2 Com trabalho.

 

 

 

            o lugar de origem ou de produção pelo produto:

 

            Comprei uma garrafa do legítimo porto 3.

 

            3 O vinho da cidade do Porto.

 

 

 

            o autor pela obra:

 

            Ela parecia ler Jorge Amado

 

            4 A obra de Jorge Amado.

 

 

 

o abstrato pelo concreto e vice-versa:

 

            Não devemos contar com o seu coração 5.

 

               5 Sentimento, sensibilidade.

 

 

 

            o símbolo pela coisa simbolizada:

 

            A coroa 6 foi disputada pelos revolucionários.

 

            6 O poder.

 

 

 

            a matéria pelo produto e vice-versa:

 

            Lento, o bronze 7 soa.

 

            7 O sino.

 

 

 

            o inventor pelo invento:

 

            Edson 8 ilumina o mundo.

 

            8 A energia elétrica.

 

 

 

            a coisa pelo lugar:

 

            Vou à Prefeitura 9.

 

            9 Ao edifício da Prefeitura.

 

Referências Bibliográficas:

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Comentários

Muito bom!

Adorei! e vai me ajudar bastante, utilizou uma linguagem bem coloquial, que é bem mais compreensiva

SOBRE O COMENTÁRIO ACIMA

SOBRE O COMENTÁRIO QUE PERSONIFICAÇÃO É FIGURA DE PALAVRA,NÃO PROCEDE. VOCÊ FELIPE ACERTOU POIS DOIS ARQUIVOS BAIXADOS DA INTERNET E LIVROS CONSULTADOS MOSTRAM QUE PERSONICAÇÃO/PROSOPOPEIA SÃO FIGURAS DE PENSAMENTO.

Comentario

Gostei, mas está faltando pesquisa sobre DISFEMISMO.

Comentario

Desculpe Felipe,
mas você classificou personificação/Prosopopéia como Figuras de pensamentos...mas o livro NOvas Palavras, do Ensino Médio...escrito por Emília ASmaral, Mauro Ferreira, Ricardo Leite e Severino Antônio, todos professores, clasificaram personificação/prosopopéia como Figuras de palavras.

Comentario

Muito bom Felipe, embora existam algumas falhas, mas isto não irá atrapalhar seu trablaho.

Correção

O correto é Metáfora, e não Matáfora.