Descobrindo a idade dos Fósseis Vestibular, - Biologia
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A formação dos fósseis é algo raro, embora tenha ocorrido na Terra repetidas vezes ao longo de bilhões de anos. Quando um animal morre, suas partes moles - como músculos, vísceras e nervos - são devorados ou atacados por decompositores.. Normalmente, restam partes duras, como ossos, cornos, cascos e dentes. Se ficarem expostas, com o tempo serão totalmente desagregadas; no entanto, sob determinadas condições, restos e vestígios de seres vivos podem ser preservados na forma de fósseis.
Uma etapa importamnte no estudo dos fósseis é a determinação da época geológica em que o organismo viveu, o que pode ser feito por meio de datação radiativa. No processo de fossilização, o material biológico e as substâncias que o circundam podem apresentar isótopos radiativos de certos elementos químicos (por exemplo, o carbono 14). Tais isótopos são instáveis e emitem partículas, convertendo-se em isótopos mais estáveis de outros elementos químicos. O urânio-235, por exemplo, converte-se em chumbo-207.
Há uma notável constância no tempo gasto nessas transformações. Chama-se meia-vida de um isótopo o tempo necessário para que a metade de sua massa se converta em outro isótopo. O tempo gasto nessa conversão não é afetado por temperatura , pressão ou outras circunstâncias ambientais, funcionando como um relógio bastante preciso. O urânio-235, já citado, tem meia-vida de 704 milhões de ano. Se, num material fossilizado, encontrarmos o urânio e chumbo na mesma quantidade, isso significa que foram decorridos aproximadamente 704 milhões de anos desde a formação do fóssil até hoje.
Apesar de ter alguma margem de erro, o método da datação radiativa é considerado um bom processo para estimar a idade dos fósseis.
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